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A primeira vez de um homem gay é sempre dolorida?

Declaração do ator Daniel Radcliffe, de que quis retratar com realismo o sofrimento da primeira vez de um gay, trouxe à tona a pergunta: sexo anal dói muito? O iGay foi ouvir homens que passaram pela experiência e especialistas para esclarecer esta e outras dúvidas


Depois de interpretar o bruxinho Harry Potter nos sete filmes da série, Daniel Radcliffe  cresceu e passou a se deparar com papéis sexualmente bem mais complexos. Na peça "Equus", de que foi protagonista, ficou nu e sugeriu fazer sexo com um cavalo. Quando afirmou em entrevista para a revista "Flaunt" que procurou ser realista ao filmar sua primeira cena de sexo gay no filme “Kill Your Darlings", e que para isso precisou demonstrar dor, trouxe à tona a questão: a primeira experiência com sexo anal é algo necessariamente doloroso e incômodo para todos?
Para esclarecer essa dúvida, o iGay  conversou com homens de 21 a 32 anos que passaram pela perda da virgindade anal, e foi ouvir também especialistas que deram dicas para diminuir o desconforto da primeira vez. Como pudemos ver, as histórias são bem diferentes. Há os que sentiram dor, os que sentiram prazer e dor, e os que não sentiram nada - nem prazer e nem dor. Muitas vezes, independente do incômodo físico, a primeira vez é apenas frustrante. 
O funcionário público de Brasília Filipe , 21, relata que passou por várias tentativas prévias antes de consumar a primeira experiência homossexual. Quando afinal perdeu a virgindade, sentiu uma certa dor, mas depois aproveitou. “Eu já havia feito preliminares, aquele lance de ‘só a cabecinha’, mas nada de penetração mesmo. Quando finalmente aconteceu estávamos na sala, tentamos algumas posições, mas não dava certo. Depois que lubrificou o pênis, o rapaz foi de uma vez, e doeu um pouco. Então ele me segurou, me acalmou, e daí aproveitamos. Foi um pouco desconfortável, mas nada descomunal”, revela ele.
Com o analista de sistemas bissexual André , 32, foi bem diferente: sua primeira vez foi sem nenhum preparo. Segundo ele conta, perdeu a virgindade anal aos 25 anos. Depois de um dia de trabalho agitado, resolveu ir a uma balada gay em São Paulo, onde vive. Encontrou um parceiro e os dois foram para a sua casa. “Foi tudo bem frenético. Sem conversa, sem acordo. A gente entrou, fomos para a cama já sem roupa, ele me virou de costas e eu fui curtindo. Ele colocou a camisinha e o sexo rolou sem maiores delongas. Não doeu e sensação foi ótima, não apenas a penetração em si, mas o ato como um todo. A submissão inesperada que acabou sendo exercida, assim como a total diferença dessa condição para aquela de ativo (que realiza a penetração), ou de uma relação com uma mulher”, explica.
Também brasiliense, o publicitário Rodrigo , 28, considera ter tido duas primeiras vezes. A primeira, sem vínculo afetivo, não foi boa. E só depois passou a sentir prazer nas relações. “A primeira foi com um completo estranho, eu já tinha 20 anos e nunca tinha rolado nada, então marquei com um cara na internet, saímos e aconteceu. Não senti NADA, nem dor, nem prazer, NADA, frustração total. Se passaram alguns meses, comecei a namorar, rolou de novo. Doeu como deveria doer, com seus devidos prazeres, e desde então eu tomei gosto.”
A sexóloga Carla Cecarello  afirma que a prática do sexo anal é saudável e prazerosa quando realizada da forma correta. Com relação à dor, ela diz que é relativa, assim como no caso da perda da virgindade vaginal. “Doer ou não depende muito de como o sexo anal vai ser feito, da mesma forma como a relação vaginal pode doer ou não. É importante lembrar da lubrificação. A vagina é naturalmente lubrificada, já o ânus não. Por isso é importante o uso do lubrificante à base de água”.
Vai depender muito de como o sexo anal vai ser feito, da mesma forma como a relação vaginal pode doer ou não (Carla Cecarello, sexóloga)
Como era de se esperar, o estado de espírito interfere muito na sensação física da primeira vez. A mesma condição de “duas primeiras vezes” se repetiu com o relações públicasBruno , 26. “Eu tinha 18 anos e conheci um rapaz. Depois de sair algumas vezes resolvemos transar, preparei tudo, criei um clima. Tudo rolou legal até ele se lubrificar e me penetrar. Durou só uns cinco segundos, foi frustrante. Tempos depois, após muito sexo oral e masturbação com um namorado, tentamos e rolou. Fico bem nervoso sempre, porque acho que dói um pouco, então tenho que ir devagar para me acostumar e relaxar”, explica.
O sexólogo Amaury Mendes  lembra que a prática do sexo anal é recheada de tabus. “Até no sexo vaginal pode existir dor, mas é importante ressaltar que o sexo anal é circunscrito de tabus, medos e culpa. Tudo que não é reprodutivo tem uma conotação de pecado, tanto o sexo anal como o sexo oral. A partir do momento em que duas pessoas rompem esse preconceito e ficam tranquilas, tudo tende a dar certo. A dor não é uma regra no sexo anal e tem muitos homens e mulheres que gozam ao praticá-lo”, conclui.

Cecarello explica que, ao ser penetrado, o ânus se contrai, o que dificulta o ato e pode causar dor. Nessa hora não se deve tentar a penetração. “Tem que encostar devagarzinho e esperar o esfíncter relaxar, para só então penetrar. Isso tudo com muita lubrificação, para deslizar tranquilamente”.Técnica de relaxamento
Carla Cecarello alerta ainda que o uso de camisinha também é imprescindível. “Se você vai se submeter a uma relação anal, pode acontecer de ter fezes, e por isso a camisinha permite uma higiene”, diz ela. Porém, a prática de lavagem estomacal, comumente chamada de “chuca”, não é recomendada. “Quando você faz algum tipo de lavagem com chuveirinho, pode machucar o canal anal e também elimina a mucosa que protege o ânus de doenças.” 
Tomando os cuidados necessários, Filipe é adepto do processo de lavagem estomacal, e dá também outras dicas para aumentar o prazer e a segurança do sexo anal - e minimizar os possíveis constrangimentos. "Eu incluo sempre grãos e alimentos que facilitam a digestão na minha alimentação. Antes da prática, fico de jejum por algumas horas, e faço a famosa lavagem intestinal em casa. Sou bastante vaidoso e me cuido bastante. Assim como hidrato meu corpo, hidrato a região anal. E, na hora do sexo, camisinha e lubrificação”, conta.
Mendes ressalta a importância do estímulo do parceiro. “Seja homem ou mulher, durante a prática de sexo anal é preciso lembrar de estimular quem está sendo penetrado, ou até ele mesmo pode se masturbar, se tocar”, conclui.
Sobre as posições sexuais mais adequadas, cada um tem suas preferências. Filipi curte todas, sem restrições, André prefere ficar sentado de frente para o parceiro, enquanto Bruno, que sente um pouco mais de desconforto, prefere de lado, a posição recomendada por Cecarello. “Para começar, é melhor deitado de ladinho, onde o pênis dá uma curvadinha na hora da penetração. De quatro ou sentado são penetrações sem obstáculos, o que pode gerar desconforto”, recomenda a especialista.
Para começar, é melhor deitado de ladinho, onde o pênis dá uma curvadinha na penetração. De quatro ou sentado são penetrações sem obstáculo, o que pode gerar desconforto (Carla Cecarello, sexóloga)
Cecarello encerra lembrando que a recomendação para frequência da prática do sexo anal é de duas vezes por semana. “Não dá pra ser praticado diariamente, porque as pregas (esfíncter) podem romper. Também não é recomendada pra quem tem intestino preso ou hemorróidas (inflamações de veias no ânus)”, completa ela.
* Os sobrenomes foram omitidos para resguardar a identidade dos entrevistados.
Fonte: IGAY

Itália é Condenada Por não Reconhecer o Casamento Gay

Corte Europeia de Direitos Humanos ordenou que a Itália introduza mecanismos de reconhecimento legal do casamento entre pessoas do mesmo sexo, segundo uma decisão divulgada nesta terça-feira (21) que condena o país por violação de direitos de três casais homossexuais.
A sentença, baseada no descumprimento do artigo 8 da Convenção Europeia dos Direitos do Homem, afirma que a Itália não respeitou o direito à vida privada e familiar dos casais, que há anos vivem juntos em uma relação estável. Os casais que processaram a Itália vivem em Trento, Milão e Lissone. Eles tinham feito a solicitação às Prefeituras locais para que pudessem se casar no civil, mas tiveram seus pedidos negados.
Agora, o Estado italiano terá que pagar cinco mil euros a cada por danos morais. Além disso, a decisão da Corte estabelece que a Itália adote medidas legais que reconheçam as uniões homoafetivas.
“A proteção legal disponível atualmente não só deixa de garantir as necessidades fundamentais a um casal em relação estável, como também não dá certezas suficientes”, afirmou o texto da sentença. O advogado Alexander Schuster, que representa um dos casais, comemorou a decisão e disse que “é importante não só para a Itália, mas para todos os países europeus que ainda hoje negam a plena dignidade a seus cidadãos”. A sentença da Corte se tornará definitiva em três meses caso o Estado italiano não recorra da decisão. O processo foi guiado pelo presidente da associação italiana de gays liberais e de centro-direita Gaylib, Enrico Oliari.
A decisão da Corte vem após diversas determinações do Parlamento Europeu – a última em junho de 2015 – para a adoção de mecanismos de reconhecimento dos direitos das famílias gays. Esta também não é a primeira sentença da Corte sobre união homoafetiva. Em 2013, o organismo condenou a Grécia por excluir casais do mesmo sexo de uniões civis. Atualmente, 24 dos 47 países-membros do Conselho da Europa possuem uma legislação para reconhecimento de casamentos civis homossexuais.
Fonte: SuperPrinde

Mulher faz sexo com 25 homens em festa, engravida e escreve e-mail para jornal: "O que eu faço?"

Colunista aconselhou a grávida a buscar apoio psicológicoGetty Images
Uma leitora do jornal inglês Mirror chamou a atenção de internautas ao ter seu e-mail publicado em uma coluna sobre sexo e relacionamentos. A dúvida da leitora foi publicada no domingo (13), e foi compartilhada nas redes sociais por pessoas do mundo todo, que ficaram espantadas com a história da moça.
A mulher, que não se identificou, relata que foi a uma festa, consumiu muita bebida alcoólica e fez sexo com todos os homens que estavam presentes.

— Estava rolando um filme pornô na televisão e eu tive a ideia estúpida de imitá-lo.

Nenhum deles usou camisinha, e a leitoradescobriu que está grávida.

— Obviamente não sei quem é o pai, pode ser qualquer um dos 25 homens. Eu estou muito envergonhada.
A colunista que recebeu o e-mail, Coleen Nolan, respondeu à leitora que ficou muito triste com a carta que recebeu.
— Estou triste porque você pensa tão pouco em você que permitiu que todos esses homens que usassem.

Coleen aconselhou a leitora a repensar a quantidade de álcool que ingere e os amigos que tem.

— Me dá raiva pensar que nenhum cara dessa festa tentou parar tudo isso nem considerou como você se sentiria no dia seguinte
A colunista disse à leitora que, embora não possa mudar o que aconteceu, ela pode tirar uma boa lição de tudo isso. E aconselhou à moça procurar um médico para fazer exames e verificar se contraiu alguma DST, além de buscar ajuda de psicólogos para lidar com tudo isso, superar o problema e decidir se vai criar esse bebê.

Jornalista Ricardo Boechat manda recado para Malafaia: "Vai procurar uma rola!"



Uma coisa que sempre aprendi com minha mãe é que "quem fala o que quer, ouve o que não quer".
Aqui no Brasil tem muita gente falando merda para o quatro ventos e já estava na hora de um deles levar uma chibatada de verbo no meio das costas. Malafaia, essa foi para você!

Um dos principais jornalistas da Bandeirantes, Ricardo Boechat, falou o que muitos brasileiros tem vontade de dizer ao tal pastor, mas infelizmente nunca tiveram a oportunidade. Durante seu programa de rádio na manhã de hoje, 19, Malafaia desafiou Boechat para um debate, depois do jornalista dizer que pastores incitam fieis a praticar o ódio. 

A resposta de Boechat foi linda, e na minha mente deve ter uns 23cm, e muito grossa. O comunicador mandou o pastor ir procurar uma "rola": “Ô, Malafaia, vai procurar uma rola, vai. Não me enche o saco. Você é um idiota, um paspalhão, um pilantra, tomador de grana de fiel, explorador da fé alheia. E agora vai querer me processar pelo que eu acabei de falar, porque é isso que você faz. Você gosta muito de palanque, e eu não vou te dar palanque porque você é um otário”, afirmou.

O áudio na íntegra vocês conferem aqui:



Fonte: Blog Para Mocinhos

"Transar é fácil, difícil é achar alguém para conversar", diz Miley Cyrus

  • Miley Cyru participa ao lado dos pais, o cantor Billy Ray Cyrus e a produtora Tish Cyrus, do Baile de Gala da amfAR de 2015
    Miley Cyru participa ao lado dos pais, o cantor Billy Ray Cyrus e a produtora Tish Cyrus, do Baile de Gala da amfAR de 2015
Após admitir que já se envolveu romanticamente com os dois sexos, e revelar sua opção sexual para a mãe aos 14 anos, Miley Cyrus disse que é difícil encontrar uma pessoa especial. "Transar é fácil. Você pode achar em cinco segundos. Mas se falarmos em alguém para conversar, e ser você mesma, as opções ficam muito mais escassas", afirmou em entrevista para a revista norte-americana "Time".
Ela ainda comentou as diferenças que encontrou ter encontros amorosos tanto com meninos como com meninas. "Quando saia com um cara, parecia que havia uma energia de machão, como se tivesse que ser extremamente feminina e delicada, o que eu não sou", afirmou a cantora. "Já com uma garota, sentia que ela precisava de alguém para protegê-la e que eu teria que emanar uma energia masculina, o que também não parecia certo". 
Sobre os pais, o cantor country Billy Ray Cyrus e a produtora Tish Cyrus, afirmou que não associa o sentimento de proteção com a figura masculina. "Acho que isso me deu a abertura da sexualidade. Não que meu pai não seja protetor, mas confio na minha mãe para me salvar. Ela é o príncipe. Eu nunca tive isso de conto de fadas", ressaltou.
Miley lembra de chorar antes de encontros quando era adolescente, tensa com o fato da pessoa perceber falhas dela, como uma espinha. Atualmente, no entanto, diz que está muito menos preocupada com o superficial.
 Fonte: UOL

Ellen DeGeneres rebate pastor que a acusou de "celebrar lesbianismo" na TV

  • Ellen Degeneres e sua mulher, a atriz Portia de Rossi, no People's Choice Awards
    Ellen Degeneres e sua mulher, a atriz Portia de Rossi, no People's Choice Awards
Ellen DeGeneres aproveitou a edição desta quarta-feira (14) de seu programa, o "The Ellen DeGeneres Show", para rebater as declarações homofóbicas de um pastor norte-americano que disse que ela propaga um estilo de vida "imoral, indecente e não natural" na atração.
Segundo a revista "Us Weekly", a apresentadora disse que não costuma ler coisas sobre ela, mas decidiu se pronunciar sobre o artigo do pastor Larry Tomczak, publicado no dia 8 de janeiro: "Um pastor escreveu um artigo para o 'Christian Post' em que ele acusa Hollywood de ter uma agenda gay e diz que 'Ellen DeGeneres celebra seu lesbianismo e seu 'casamento' entre aparições de convidados como Taylor Swift, para atrair meninas'. Primeiro, eu não sou 'casada'. Eu sou casada. É só isso, eu sou apenas casada".
Em seguida, ela continuou: "Larry, eu não sei em o que significa celebrar meu lesbianismo. Bom, eu acho que celebro. É assim", disse ela, tirando uma serpentina de seu bolso e acrescentando: "sou gay!"

Ellen então disse que não quer influenciar ninguém a ser homossexual, como o pastor acusa. "Larry, a única forma em que estou tentando influenciar as pessoas é a serem mais gentis e terem compaixão com os outros. Essa é a mensagem que estou enviando. Eu não tenho uma agenda. Não estou aqui para fazer lavagem cerebral em ninguém".

Ellen assumiu sua orientação sexual em 1997, em entrevista para a revista "Time". Ela é casada com a atriz Portia DeRossi, com quem está desde 2004.

No site oficial do pastor há uma mensagem dizendo que ele dará uma resposta à apresentadora em carta aberta.
Fonte: UOL

Ricão paga R$ 23 milhões a atriz pornô por 'exclusividade' por 15 anos



  • A atriz pornô Misaki Rola, 22
    A atriz pornô Misaki Rola, 22
Um rico empresário chinês parece ter oferecido uma bolada a uma estrela pornô para que ela seja 'exclusiva' dele pelos próximos 15 anos. O anônimo ofereceu R$ 23 milhões para Takizawa Rola --também conhecida como Misaki Rola (piada pronta, né?), de acordo com o tabloide britânico "Metro.co.uk".
A história lembra o enredo do filme "Uma Linda Mulher", em que Edward (Richard Gere) dá um banho de loja em sua acompanhante Vivian (Julia Roberts) e, claro, eles acabam se apaixonando.
A estrela pornô tem 22 anos e é metade japonesa e metade russa. O casal recentemente apareceu junto em eventos em Pequim, na China, com o misterioso homem usando uma máscara para manter sua identidade secreta, segundo a mídia local.
Em seu Facebook, a jovem postou uma foto dos dois com a legenda em japonês "boato". Ao que parece, quem não gostou da notícia foram os fãs da estrela pornô, que estreou neste meio em 2012 e faz uma baita sucesso na China.
Fonte: Uol Noticias

Jovens americanos usam tradicionais bailes de formatura para "sair do armário"

  • Michael Martin (à esq.) levou seu namorado, Logan Westrope, para o baile de formatura
    Michael Martin (à esq.) levou seu namorado, Logan Westrope, para o baile de formatura
O fim do ano letivo americano se aproxima e, com ele, os chamados proms ou bailes de graduação das escolas secundárias.

A tradição, que marca a passagem da adolescência para a idade adulta, há tempos é o palco para que os jovens oficializem suas relações com fulana ou sicrano diante de pais e amigos.

E, agora, também para que saiam do armário oficialmente.

Essas festas não ficaram alheias aos avanços, nos últimos anos, do reconhecimento dos direitos da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) em diversos Estados americanos.

Apesar do assédio e da intimidação a que muitos jovens homossexuais ainda são submetidos nas escolas, são cada vez mais comuns aqueles que, com o apoio de seus colegas, usam os bailes como plataforma para reivindicar sua identidade.

Há inclusive casos em que os tradicionais títulos de rei e rainha do prom foram concedidos a estudantes transexuais.

O jovem futebolista

"É um sonho. É incrível. Nem posso acreditar que tenha acontecido", disse à BBC Michael Martin, que há apenas algumas semanas levou seu namorado, Logan Westrope, para o baile de formatura.

Michael, 18, joga futebol e vive com os pais na pequena cidade de Inwood, na Virgínia Ocidental - Estado que permite o casamento homoafetivo desde o fim do ano passado.

Apesar do avanço legislativo, o jovem diz que se surpreendeu quando o colégio lhe permitiu frequentar o baile com seu namorado do mesmo sexo.

"Eu estava muito nervoso. Quando você é gay, sempre tem medo de que alguém te assedie ou intimide", contou. "Quando cheguei ao baile, não relaxei até a terceira ou quarta música. Quando vi que ninguém fez caso, comecei a dançar com meu namorado."

Faz dois anos que Michael contou à sua família sobre sua sexualidade. Ele conta que o pai aceitou de cara, a mãe demorou um pouco mais - mas agora aceita a realidade de coração.

Tampouco entre os colegas de futebol houve maiores problemas, apesar de uma ou outra piada, ele diz.

"Tem gente que diz que os gays não são bons em esportes - eu era o capitão do meu time", diz o jovem, admirador do ponta do LA Galaxy Robbie Rogers, um dos primeiros jogadores de futebol a assumir publicamente sua homossexualidade.

"Fico contente de poder dizer que ser gay não é um problema como era antes. Espero que meu caso sirva para outros adolescentes gays. Não importa a sua orientação sexual, o importante é ser você mesmo."

A jovem de smoking

Há algumas semanas, diversos meios de comunicação americanos noticiaram o caso da jovem Claudetteia Love, proibida por sua escola de ir a seu baile de graduação vestida de smoking - uma peça tradicionalmente masculina.

O diretor da escola Carroll, em Monroe, no conservador Estado sulista da Louisiana, disse que a ideia contrariava o traje requerido para o evento.

Várias organizações de defesa dos direitos LGBT fizeram pressão e, no fim, o conselho escolar de Monroe autorizou que Claudetteia fosse ao evento trajada como queria.

"Para Claudetteia, ir vestida como quisesse era uma forma de fazer a escola reconhecer sua identidade", disse o advogado Asaf Orr, do Centro Nacional para o Direito das Lésbicas dos EUA (NCLR, na sigla em inglês).

"O baile de graduação é um momento muito importante para os jovens de sua idade", disse o advogado.

"Não há dúvida de que as coisas estão melhorando. As escolas não podem censurar a maneira como os estudantes se vestem para os proms. Não podem censurar sua identidade."

O par hétero-gay

Jacob Lescenski, 17, heterossexual e morador de Las Vegas, nunca imaginou que seu convite para que um amigo gay lhe acompanhasse ao prom fosse transformá-los em estrela nacional.

No fim de abril, Jacob esperou o amigo Anthony Martínez à saída da classe com uma faixa com os dizeres: "Você é gay, sou hétero, mas você é um irmão... Quer ser meu par?".

A imagem correu como pólvora pelas redes sociais e em poucos dias Jacob e Anthony eram entrevistados em rede nacional pela apresentadora Ellen DeGeneres, uma das mais populares da TV americana.

"A verdade é que eu esperava uma reação muito mais negativa, e no fim todo mundo me apoiou", contou Jacob.

"Certa noite, li um tuíte de Anthony em que ele dizia que não queria ir sozinho ao baile. Pensei, por que não convidar o meu melhor amigo à festa onde estarão todos os nossos amigos? Queria fazê-lo feliz e que não tivesse que ir sozinho."

Jacob disse à BBC que estava "muito nervoso", pois achava que ia ser julgado e censurado pelos outros. Mas, no dia do baile, o nervosismo não foi pelos olhares alheios, mas pelas câmeras de televisão.

"É incrível pensar na repercussão que nossa história teve. Sou só um estudante e agora gente do mundo inteiro está me dizendo que sou uma inspiração e que mudei as vidas delas. É incrível pensar nisso."

Um prom LGBT

Apesar das mudanças, muitos jovens LGBT ainda se sentem incomodados de frequentar os bailes de graduação das suas escolas. Por isso, em várias cidades americanas, já aparecem os proms pensados exclusivamente para esses estudantes.

Staten Island, em Nova York, terá a quinta edição do prom LGBT neste ano.

"Decidimos que tínhamos que organizar [um prom LGBT], porque muitos jovens não podem ir aos bailes de suas escolas com quem desejaram e não podem se vestir como preferirem", explicou Ralph W. Vogel, diretor do centro comunitário Pride de Staten Island.

"Ainda há jovens que sofrem assédio e discriminação por parte dos seus colegas. Algumas escolas estão fazendo um bom trabalho de criar um ambiente mais inclusivo, mas ainda há muito por fazer."

Vogel observa que para muitos jovens "os proms são uma coisa muito importante".

"Queremos que tenham a lembrança especial que merecem. Gostaríamos que chegasse um dia em que não precisássemos de um baile separado para os jovens LGBT."
Fonte: UOL

Padre Fábio de Melo: "A união civil gay é um direito"


Padre Fábio de Melo concedeu entrevista ao jornal “O Globo” e falou sobre a polêmica envolvendo união gay. Para o religioso, que diz ter ideias progressistas dentro da igreja, o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legítimo.

“A união civil gay é um direito, não tem nada a ver com religião, ninguém está pedindo para entrar de véu e grinalda na igreja”, disse. Apontado como um “padre galã”, ele negou que tenha vaidade e afirmou que cuida do corpo por saúde.

“Minha vida é instável por causa das viagens, mas procuro encaixar minha rotina aí: minha missa, uma atividade física. Se estiver num lugar com a academia, gosto de fazer musculação, se não uma caminhada, corrida. Mas até os 32 anos (ele tem 44) não fiz nada. Até que, numa fase ruim de saúde, o médico me disse: ‘Você fica falando para as pessoas buscarem um estilo de vida melhor mas você não faz isso com você mesmo’. Mas não sou vaidoso. A única vaidade que poderia ter é por ser padre, e não tenho, porque não me sinto melhor que ninguém por isso”, finalizou.
Fonte: Rd1


Casal gay que teve filhos com barriga de aluguel importa processo para o Brasil

A Tammuz, agência israelense especializada em barriga de aluguel que já trouxe ao mundo cerca de 430 bebês, atua no Brasil por iniciativa do israelense Roy Rosenblatt-Nir, pai de duas crianças, o menino Saar e a menina Rotem

Torcida brasileira em Tel Aviv na Copa de 2014: Roy, Ronen e os filhos Saar e Rotem. Foto: Reprodução
O menino Saar e a menina Rotem, nascidos em 2011. Foto: Reprodução
A menina Rotem e o menino Saar: gerados em barriga de aluguel, cada um é filho de um dos pais. Foto: Reprodução
Roy (à frente) e Ronen Rosenblatt-Nir moraram no Brasil e hoje vivem em Tel Aviv, Israel. Foto: Reprodução
Roy e Ronen Rosenblatt-Nir com as crianças. Foto: Reprodução
O menino Saar e a menina Rotem. Foto: Reprodução
Purim é um feriado judaico. 'É parecido com o carnaval, mas menor', explica Roy. Foto: Reprodução
Família visita as montanhas de Jerusalém em janeiro de 2015. Foto: Reprodução
Ronen e Roy Rosenblatt-Nir. Foto: Reprodução
Roy e Ronen em seu casamento em Toronto, Canadá, no dia 4 de outubro de 2010.  À esquerda está a juíza e à direita, a mãe de Roy. Foto: Reprodução
Ronen e Roy Rosenblatt-Nir. Foto: Reprodução
9/10

Roy Rosenblatt-Nir, 39, morou no Brasil entre 2008 e 2014, quando atuou como cônsul para assuntos econômicos de Israel. Ele veio acompanhado de seu namorado, hoje marido, o médico Ronen Rosenblatt-Nir, 36. Nesse período, os dois se casaram no Canadá (em 2010) e decidiram ter filhos. Mas se depararam com um País que dificultava o processo. No Brasil, a única forma de aderir a esse procedimento era a "barriga solidária", com a participação de uma familiar até a quarta geração. O que significa que, para ter um filho gerado por uma mulher que não é a mãe da criança, você precisa que sua mãe, sua irmã, sua filha ou uma prima de primeiro grau esteja disposta a emprestar a barriga dela para a sua empreitada.

Escolhemos uma mulher que tinha nossas características físicas. Ela até parecia um pouco com minha irmã!
Sem opções, os dois procuraram a agência de auxílio à reprodução Tammuz, em Israel. Ali tiveram acesso a uma série de alternativas. Escolheram uma doadora de óvulos de um banco da África do Sul com o qual a agência trabalha. A escolha é feita com base em informações como histórico médico, fotos atuais e da infância e um parágrafo que a pessoa escreve sobre si mesma. "Escolhemos uma mulher que tinha nossas características físicas. Ela até parecia um pouco com minha irmã!", conta Roy.
Logo em seguida, os espermatozoides dos dois viajaram para a Índia, onde estavam as duas mulheres que serviriam como barrigas de aluguel. A doadora de óvulos escolhida viajou da África do Sul até a Índia para deixar seus óvulos, uma vez que a coleta de óvulos deve ser feita no mesmo país onde a barriga de aluguel receberá os embriões.O casal viajou até Israel para deixar seus espermatozoides. Mais do que um bebê, eles produziram logo dois. Cada um teve seu sêmen recolhido separadamente e o material genético de cada um foi para uma barriga de aluguel diferente, gerando dois embriões, cada um com um pai biológico e a mesma mãe, a doradora sul-africana. Essa foi uma opção do casal. Eles poderiam ter escolhido ter apenas um filho, com o material de um dos dois.
O procedimento nem sempre dá certo na primeira vez. Dessa forma, o casal recebeu primeiro o menino Saar, em 16 de julho de 2011. Em 9 de dezembro do mesmo ano, após três tentativas, nasceu a menina Rotem.
Após as duas viagens para a Índia, a família viveu no Brasil por mais três anos, até o final do mandato de Roy como cônsul, que expirou em 2014. "Todo mundo ficou encantado quando voltamos para o Brasil. Todos achavam que tínhamos adotado, porque a barriga de aluguel não era muito difundida no País", conta Roy.
"Gay baby boom"
Em Israel, você não pergunta para um casal gay se eles vão ter filhos e sim quando vão ter filhos. Se o Brasil passar pela mesma revolução, haverá uma sociedade diferente e bem mais disposta a aceitar homossexuais
Atualmente, a família mora em Tel Aviv, em Israel. Roy conta que grande parte das crianças na escolinha de seus filhos têm pais gays e que o país vive um "gay baby boom". "Em Israel, se você conhece um casal gay, você não pergunta se eles vão ter filhos, você pergunta quando eles vão ter filhos. Se o Brasil passar pela mesma revolução, haverá uma sociedade muito diferente e bem mais disposta a aceitar homossexuais", opina.
Tammuz no Brasil
Ao retornar ao Brasil com os filhos, Roy e Ronen foram procurados por amigos que tinham interesse na barriga de aluguel. Eles ajudaram um casal gay de Governador Valadares, em Minas Gerais, a passar pelo mesmo processo, também com duas barrigas diferentes.
Esse caso despertou em Roy a ideia de trazer a Tammuz para o Brasil. Hoje ele é o diretor da filial brasileira. "Ficamos muito surpresos porque a procura foi muito além da expectativa". Em dois seminários realizados em novembro de 2014 em São Paulo e no Rio de Janeiro, mais de 150 pessoas manifestaram interesse. Roy observou cerca de dois terços de procura por homossexuais contra um terço por heterossexuais.
Até o momento, há 21 casos em andamento no Brasil, sendo sete héteros e 14 gays. Desses, seis já estão "grávidos", um casal heterossexual e cinco homossexuais. A agência não exige que sejam casais para dar início ao processo, nem faz distinção por orientação sexual.
Passo a passo
Quem deseja passar pelo processo com a Tammuz deve entrar em contato pelo site ou pelo e-mail (brasil@tammuz.com).
O casal recebe informações sobre o processo e, se concordar, assina o contrato.
Veja na ilustração todas as etapas do processo:

Como se viu, o primeiro passo é escolher a doadora de óvulos. Os brasileiros costumam optar pelo banco de óvulos da África do Sul devido à semelhança física, explica Roy.
Outra opção é usar os óvulos da própria mulher (em casais héteros ou lésbicos) ou ainda de uma amiga ou familiar que esteja disposta a fazer a doação. Nesses casos, é necessário que a mulher se desloque até o país onde mora a mulher que será a barriga de aluguel.
O futuro pai também precisa se deslocar para fazer sua coleta de esperma. No caso da Tammuz, há três possibilidades de local para coleta: Estados Unidos, Israel ou Nepal. Para a coleta nos Estados Unidos ou Israel, é cobrada uma taxa adicional de 1.500 dólares (cerca de 4.500 reais). O material não pode ser congelado no Brasil e enviado porque a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não permite que material biológico seja transportado para o exterior.
O esperma pode ser coletado assim que o casal desejar, pois será congelado logo em seguida. Cerca de seis semanas depois, é feita a coleta da doadora de óvulos no país onde mora a mulher que será barriga de aluguel.
No mesmo dia em que os óvulos são coletados, é feita a inseminação em laboratório. O número de óvulos coletados varia entre 8 e 20. Cerca de metade dessa quantidade formará embriões. Por exemplo, com 16 óvulos doados, serão formados cerca de 8 embriões na inseminação. Mesmo com um volume mínimo de sêmen é possível fazer a inseminação.
Cinco dias depois da inseminação em laboratório, dois embriões formados são inseridos na barriga de aluguel. A ideia é formar pelo menos um feto, mas podem ocorrer gêmeos. Não são inseridos mais de dois porque gravidez de trigêmeos ou mais já é considerada de risco. Se os dois não derem certo, serão inseridos mais dois e assim sucessivamente.
Estatísticas
A cada dois embriões:
Há 70% de chances de pelo menos um se desenvolver
Há 25% de chances de os dois se desenvolverem (gêmeos)
Há 30% de chances de nenhum se desenvolver
Gravidez
Os clientes acompanham toda a gravidez, recebendo relatórios médicos e resultados de exames (como ultrassom, por exemplo) por e-mail, além de contarem com equipe médica disponível para tirar dúvidas. Eles são avisados sobre quando será o parto e devem comparecer ao hospital com três dias de antecedência.
Após o parto, a mulher que atuou como barriga de aluguel não tem contato com o bebê, que é levado diretamente aos novos pais. Estes são orientados no próprio hospital sobre como proceder com as crianças (aprendem a trocar fraldas e alimentar os bebês, por exemplo). Após a liberação do hospital e os trâmites burocráticos (certidão de nascimento e passaporte do bebê, que são tirados na embaixada do Brasil nos países), a família já pode voltar para casa.
Custos
Os preços variam de acordo com os planos que os clientes podem escolher, disponíveis nosite (valores em dólares).
Para um processo no Nepal, por exemplo, os clientes podem pagar 37 mil dólares (cerca de 111 mil reais) em um plano básico em que a doadora de óvulos será uma amiga ou familiar do casal. Com uma doadora do banco de óvulos da África do Sul, o valor chega a 50.500 dólares (cerca de 151.500 reais).
No entanto, problemas no processo podem elevar o custo. A cada nova tentativa, são cobrados 3.500 dólares (cerca de 10.500 reais) adicionais. A cada nova viagem da doadora, são gastos 7 mil dólares (cerca de 21 mil reais) adicionais.
Para o plano com garantia, são pagos 67 mil dólares (cerca de 201 mil reais) fixos e a Tammuz garante pelo menos um filho.
Se o processo for realizado nos Estados Unidos, os preços variam de 120 mil a 150 mil dólares (cerca de 360 a 450 mil reais).
As viagens e hospedagens são por conta do casal.
Fonte: iGay
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